PE Rio da Onça
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primeiros registros fotográficos

jaçanã
Diomar Augusto de Quadros
pica-pau-branco
Diomar Augusto de Quadros
sanhaço-cinzento
Diomar Augusto de Quadros
suiriri
Diomar Augusto de Quadros
fragata
Diomar Augusto de Quadros

primeiros registros sonoros

arapaçu-rajado
Alan Hentz
maria-da-restinga
Fabyano Costa
papa-formiga-de-grota
Daiane Daneluz
saracura-lisa
Diomar Augusto de Quadros
pintadinho
Frederico Swarofsky
Áreas de Observação

Parque Estadual do Rio da Onça

O Parque Estadual do Rio da Onça foi criado pelo Decreto Estadual nº 3825 de 04 de junho de 1981, com uma área total de 118,50 ha, objetivando proteger a flora e a fauna. Preserva caxetas, brejos graminosos e restingas cobertas por guanandis, maçarandubas, palmitos e tiriricas e é habitado por diversas espécies de aves. Em 24 de junho de 2022, por meio do Decreto nº 11489, foi acrescido 1.541,23 ha, passando o PE Rio da Onça a contar com aproximadamente 1.659,7352 ha (PARANÁ, 2022). O “Parque está localizado nas coordenadas geográficas de Latitude: 25º47’20” S e Longitude: 48°31’36” W a aproximadamente 110 quilômetros de Curitiba, capital do Paraná, ao norte da sede do município de Matinhos e o acesso é feito pela PR 412 no Balneário Riviera II em Matinhos (PARANÁ, 2015). Ele esta inserido Insere-se em região de planície litorânea no Paraná confrontando-se com os limites de áreas de expansão urbana da cidade de Matinhos e balneários adjacentes. Ao sul estabelece ligação com o bairro Rio da Onça, ao sudeste e leste, com os bairros Praia Grande e Riviera e, ao norte, encontra-se com a área rural municipal. A UC está a 300m da rodovia PR-412 e a 600m da faixa de praia (PARANÁ, 2015). A região do Parque é caracterizada pela ocorrência do clima Temperado do tipo super úmido sem estação seca, conta com uma precipitação média anual de 2.000 a 2.500 mm (PARANÁ, 2015 p. 30). A planície litorânea é constituída por solo arenoso com a presença de cordões e inter-cordões marinhos formados a centenas de anos pelo movimento de regressão marinha. A vegetação que se insere nessas áreas é denominada geologicamente por restinga e ecologicamente por Formações Pioneiras de Influência Marinha que são áreas de transição natural dentro da Formação da Floresta Ombrófila Densa. A flora é composta por diversas espécies que sobressaem no interior do parque como canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato. A fauna no local também é bastante diversificada, algumas pesquisas de campo registraram a existência de mais de 25 espécies de répteis e 19 anfíbios. Conforme citado no Plano Diretor, Isfer em 1999 registrou 180 espécies de aves, incluídas em 54 famílias, para os ambientes do Parque (PARANÁ, 2015). Essa ornitofauna é em grande parte florestal, típica da Floresta Ombrófila Densa, mas também há registro de espécies marinhas, a saber: tesourão (Fregata magnificens), atobá-pardo (Sula leucogaster) e gaivotão (Larus dominicanus). Também ocorrem na área várias espécies de hábitos aquáticos, como a pé-vermelho (Amazonetta brasiliensis), biguá (Phalacrocorax brasilianus), socó-boi (Tigrisoma lineatum), socozinho (Butorides striata), garça-moura (Ardea cocoi), garça-branca-grande (Ardea alba), garça-branca-pequena (Egretta thula) e martim-pescador-grande (Megaceryle torquata). Algumas aves de brejos também estão presentes, como a sanã-carijó (Porzana albicollis), saracura-sanã (Pardirallus nigricans) e frango-d'água-azul (Porphyrio martinica), assim como também aves comuns de áreas abertas, como a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) e joão-de-barro (Furnarius rufus). Espécies listadas como representativas de ambas as áreas de endemismo e registradas na Unidade de Conservação são o papa-formiga-de-grota (Myrmeciza squamosa), choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor), saíra-sapucaia (Tangara peruviana) e cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris). Dentre as espécies registradas, quatro são ameaçadas de extinção, todas na categoria “vulnerável”, a saber: araponga (Procnias nudicollis), maria-da-restinga (Phylloscartes kronei), saíra-sapucaia (Tangara peruviana) e cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris). Todas são consideradas ameaçadas pela lista mundial, enquanto que a maria-da-restinga e a cigarra-verdadeira o são apenas pela lista nacional e do Estado do Paraná (PARANÁ, 2015).

História

O Parque Estadual foi criado pelo Decreto Estadual n.º 3825 de 04 de junho de 1981 e por meio do Decreto 3741 de 23 de janeiro de 2012, passou a denominar-se Parque Estadual do Rio da Onça antes chamado Parque Florestal do Rio da Onça, atendendo ao previsto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (PARANÁ, 2015). O nome Rio da Onça se deve ao córrego que passa no interior do parque, o qual deságua no Rio Matinhos. Outro motivo para o nome, seria a existência da onça-parda (Puma concolor), também conhecida como puma, na região do Parque antigamente. Atualmente este animal dificilmente é visto na região (UFPR, 2015). Mesmo sendo criado para proteger uma porção da vegetação da planície litorânea, o Parque foi usado de 1968 até meados da década de 1990 como lixão. O lixo do município de Matinhos era depositado em algumas parcelas do Parque, esse lixo ainda encontra-se depositado no interior da unidade de conservação. Outro problema encontrado no Parque, parcialmente resolvido, foi a utilização de parte de sua área para o plantio de Pinus. Essa espécie exótica já foi retirada do Parque, sendo necessário apenas o controle para que se evite que as árvores novas voltem a crescer. Embora muitos moradores do entorno do Parque desconheçam a importância do que é encontrado no seu interior, essa unidade de conservação deve ser respeitada e preservada. A comunidade vizinha ao parque é fundamental para que o processo de conservação do Parque Estadual do Rio da Onça aconteça de maneira mais participativa (UFPR, 2015).

Infra-estrutura

A Unidade de Conservação possui estruturas de apoio à visitação, tais como Centro de Visitantes (com sanitários, área administrativa e cozinha), almoxarifado, estacionamento (externo), sistema de trilhas sinalizadas e casas de apoio administrativo e para pesquisadores (PARANÁ, 2015). Para conhecer o parque de 118 hectares, o visitante pode percorrer cinco trilhas, num circuito de 1,5 km, sem voltar pelos mesmos lugares. Todas as trilhas são bem demarcadas, acessíveis e planas, fazendo do parque um local apropriado para qualquer perfil de visitante. Logo em frente ao Centro do Visitante começa a Trilha Grande, com pontes suspensas que facilitam a travessia de trechos alagados, uma das principais características do parque. Quase na metade do caminho, o visitante chega ao Mirante das Bromélias, ponto de descanso e observação deste tipo de planta nativa e muito comum no parque. Nele, o olhar do visitante fica perto da copa das árvores, onde as bromélias estão alojadas. O PE Rio da Onça funciona de terça-feira a domingo e feriados, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h (PARANÁ, 2018).

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Referências

BARROS, Daiana Castro. Percepção dos gestores e moradores do entorno do parque estadual Rio da Onça (Matinhos - Paraná) como subsídio para a educação ambiental. 2016. 28 f. Monografia (Bacharel em Ciências Biológicas). Setor Palotina. Universidade Federal do Paraná. Palotina. 2016.

PARANÁ. Instituo Ambiental do Paraná. Plano de manejo do Parque Estadual do Rio da Onça. Matinhos. 2015.

PARANÁ. Instituo Ambiental do Paraná. Parque Estadual Rio da Onça é opção de lazer no Litoral. 25 jan. 2018. Disponível em: <http://www.iap.pr.gov.br/2018/01/1344/Parque-Estadual-Rio-da-Onca-e-opcao-de-lazer-no-Litoral.html>

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Setor Litoral. Laboratório Móvel de Educação Científca. Guia de animais do Parque Estadual do Rio da Onça. Curitiba: Brazil Publishing, 2015.